Roraima inicia 2021 com mais de 200 unidades de Geração Distribuída com energia solar

 Roraima inicia 2021 com mais de 200 unidades de Geração Distribuída com energia solar

Painéis de energia solar em Boa Vista, Roraima (PMBV/divulgação)

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Roraima dá um salto e fecha o ano de 2020 com a instalação de 152 novas unidades de geração de energia fotovoltaica (FV) com uma potência de 1.622,3 kW, totalizando 226 instalações de Geração Distribuída (GD) em todo o estado.

São 279 unidades consumidoras beneficiadas e 2.832 kW, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

A predominância dessas novas instalações está em Boa Vista, com 146 unidades, o que pode ser explicado pelo fato de que os usuários individuais que implantam esse sistema em suas residências concentram maior poder aquisitivo capaz de custear os necessários investimentos iniciais.

Embora a taxa de retorno seja rápida, percebida na redução imediata da conta de energia, não é a maioria que dispõe desse montante para investir e aguardar o retorno. As demais unidades de GD se encontram assim distribuídas: 01 em Alto Alegre, 01 no Cantá, 02 em Caracaraí, 01 em Iracema e 01 em Pacaraima.

O Engenheiro Frederico Peiró, consultor do Fórum de Energias Renováveis, diz que mesmo com a pandemia da Covid-19 o setor não foi afetado e que o aumento de Unidades de GD em Roraima deve-se ao acesso às informações sobre os benefícios da energia solar, assim como às ofertas crescentes de financiamento.

“Começou com uma unidade em 2016; as pessoas foram conhecendo, experimentando e percebendo que tem um retorno interessante. Esse conhecimento veio através das informações repassadas pela mídia em geral e pelo próprio Fórum, entidade constituída exatamente para propor e disseminar soluções inovadoras e de interesse coletivo acerca do desenvolvimento energético sustentável”, destacou.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), em todo o Brasil há uma expansão no setor de Geração Distribuída, responsável pela geração de mais de 224 mil empregos e mais de R$11,3 bilhões em arrecadação de tributos.

Na opinião de Peiró, o potencial de GD-FV de Roraima é muito grande em razão das excelentes condições de insolação e de disponibilidade de áreas para sua instalação em residências e áreas próximas da rede de distribuição de energia.

“Acredito que um grande número de residências, empresas e instituições se tornarão produtores de energia na medida em que os benefícios e as vantagens da GD se tornam mais conhecidos e que o mercado disponibilize um maior número de técnicos em instalações e serviços de apoio. Em um cenário de médio prazo o custo dos equipamentos e instalações é decrescente, o preço da energia distribuída pelas concessionárias é crescente, as ofertas de crédito são competitivas e as formalidades para ingressar neste universo de produtor são muito reduzidas. O meio ambiente é beneficiado com a redução das emissões de gases do efeito estufa [GEE]”.

No estudo “Suprimento de Energia Elétrica em Roraima – Considerações e Estratégias”, de Frederico Peiró, vamos observar que essas 226 unidades geram em média 340 MWh/mês, reduzindo o consumo de diesel em 93.700 L/mês e as emissões de CO2 em 246 t/mês.

É indiscutível, portanto, que potencializar a utilização dessas fontes para a geração de energia elétrica, significa acelerar a transição energética de Roraima.

Já no estudo Potencial de Geração Distribuída Fotovoltaica – Boa Vista, RR – Projeto BCO2R, de dezembro de 2018, encomendado pelo Instituto Clima e Sociedade e realizado pelos consultores em energia Frederico Peiró e Ricardo Lima, aponta que a geração fotovoltaica em Boa Vista se tornou competitiva em relação a outras tecnologias.

Isso se dá porque, de um modo geral, existe um potencial significativo para a redução do consumo nas diferentes classes de consumidores – Residencial; Comércio e Serviços; Serviços Públicos e Poder Público e Indústria – embora ainda seja necessário estruturar políticas públicas de fomento e soluções de mercado, como isenções fiscais, programas de eficiência energética integrados à GD e linhas de crédito mais vantajosas, portanto, mais atrativas à GD FV.

Ainda de acordo com o estudo, o mercado residencial é responsável por mais da metade de toda a energia elétrica consumida em Boa Vista – daí justificar também o fato do crescente número de GD FV em 2020 em propriedades particulares – perdendo somente para a classe dos Serviços Públicos e Poder Público que, naturalmente, merece uma abordagem especial acerca das estratégias de expansão da GD, como políticas públicas e investimentos para o setor.

Fonte: Fórum de Energias Renováveis

Bruna Cássia

A jornalista Bruna Cássia integra a Redação da Rádio Difusora de Roraima - AM 590

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