Informar preço por direct ou inbox nas vendas pelas redes sociais é prática ilícita

 Informar preço por direct ou inbox nas vendas pelas redes sociais é prática ilícita

Preços de produtos à venda devem estar expostos ao consumidor. (Foto: Mercado&Consumo)

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Quem nunca viu um produto nas redes sociais e se interessou para saber o valor e encontrou dificuldade para ter a resposta? E quando respondem por mensagem abaixo da publicação, direcionam que o preço será divulgado apenas por “inbox” ou “direct”. Por conta disso, muitas pessoas criticam o trabalho das lojas virtuais por não informarem os valores de forma pública. Alguns consumidores inclusive acabam desistindo do produto por conta da falta de transparência.

O publicitário David Bruno Souza diz que já desistiu de realizar compras pelas redes sociais, pois o valor não estava discriminado na publicação da loja.

“Muitos produtos que são vendidos nas redes sociais acabam chamando a minha atenção, mas na maioria das vezes o valor não está discriminado na legenda. Aí vem a burocracia, o vendedor pede para entrar em contato via direct no instagram. Porém, muitas vezes não temos retorno, o que acaba fazendo a gente desistir da compra”, relatou.

Jória Freitas, também consumidora de lojas virtuais, conta que inúmeras vezes enfrentou dificuldades para saber o valor dos produtos. Para ela não é interessante a forma como estão trabalhando.

“Eu não vejo problema em colocarem os preços dos produtos. Para mim, isso [não divulgar valores] é uma prática abusiva, não é interessante a forma que estão trabalhando. Se for para eu correr atrás do valor do produto, eu desisto. É papel da empresa vender, anunciar e expor diretamente o preço da mercadoria para que todos vejam. Não custa nada”, indagou.

Lindomar Coutinho, Coordenador do Procon Estadual de Roraima, diz que a prática é abusiva e proibida. O produto que está à venda e em exposição precisa ter a informação clara do preço.

“Todo produto em exposição, seja ele nas prateleiras, nas vitrines ou em lojas virtuais, tem que conter o valor. Se as lojas virtuais não estão informando os valores, estão cometendo ilegalidade. O consumidor tem o direito à informação, Art. 6º, inciso III do Código de Defesa do Consumidor”, explicou.

Ainda de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, é obrigação do lojista virtual informar as despesas adicionais, como por exemplo: a taxa de entrega (frete) e a forma de pagamento.

A empresária Monelly Azevedo possui uma loja de roupas física e virtual. Para ela, manter os clientes informados é fundamental para facilitar as vendas online.

“Sempre costumo colocar os valores para facilitar as vendas para mim. Evito também dessa forma que os consumidores perguntem no direct da loja. Essa prática tem sido fundamental e me ajudado nesse mundo virtual de vendas pelas redes sociais”, disse.

ONDE RECLAMAR

Lindomar Coutinho alerta aos consumidores que práticas de falta de informação nas vendas pela internet podem ser denunciadas para ao Procon.

“Qualquer reclamação o consumidor pode encaminhar mensagens pelo whatsapp para os números 99172-4008 ou 99176-0022. O Procon Estadual irá entrar em contato com a empresa ou fornecedor que estejam cometendo essa ilegalidade”, complementou.

Por Elivane Freitas

 

Bruna Cássia

A jornalista Bruna Cássia integra a Redação da Rádio Difusora de Roraima - AM 590

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29 de outubro de 2020 20:45

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