Cientistas políticos dizem que eleitores se abstêm de votar por estarem cansados das mesmas propostas

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O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) precisou fazer até agora, neste domingo de votação, 29, a substituição de oito urnas eletrônicas.

Foram substituídas no Centro de Apoio às Pessoas com Deficiência Visual, na avenida Santos Dumont, no bairro São Pedro, e nas escolas Professora Wanda David Aguiar (seção 0288) e Penha Brasil (001) em Boa Vista.

O fenômeno da maior abstenção de votos da história da Capital roraimense, registrada no primeiro turno, deve se repetir de forma mais intensa neste segundo turno. A presença dos eleitores nos locais de votação tem sido bastante tímida, mesmo faltando menos de uma hora para o final da votação.

Para o cientista político e professor da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Roberto Ramos, alguns fatores contribuem para este fenômeno. O primeiro deles é pandemia, o que faz com que o eleitor tenha medo de sair de casa para votar.

O segundo fator é que aqueles eleitores cujos candidatos que disputaram o primeiro turno não lograram êxito no segundo turno, simplesmente não se sentem motivados para votar.

Outro cientista político ouvido pela reportagem, Paulo Racoski, diz que os eleitores estão cansados das propostas de sempre, apresentadas em profusão, assim como das más ações políticas. Assim, ficam descrentes e desmotivados para votar.

Outro aspecto ressaltado por Racoskii diz respeito à ausência, no segundo turno, da figura dos candidatos a vereador, que são puxadores de voto e muitas vezes movimentam eleitorado ao pagarem cabos eleitorais para trabalhar na campanha.

O cientista político diz ainda que, movidos por questões familiares, os eleitores muitas vezes se veem comprometidos com a figura do vereador. “As pessoas ainda querem um vereador para chamar de seu”, afirma. “Não tendo esses puxadores de voto no segundo turno, os eleitores se ausentam do processo”, observa Racoski.