Presença de mulheres nas forças de segurança humanizam atendimento à população

As mulheres movem o mundo e fazem a diferença na atual gestão do Governo de Roraima. Em várias áreas de atuação da estrutura governamental, em especial na segurança pública, elas têm feito a diferença junto à população.

O governador Antonio Denarium ressaltou que a presença das mulheres nos efetivos das forças estaduais de segurança humaniza ainda mais o atendimento às ocorrências, com mais sensibilidade quando a vítima é uma outra mulher, além de aproximar as corporações ao povo.

Na PMRR (Polícia Militar de Roraima), atualmente há o efetivo de 383 mulheres presentes no batalhão, sendo que, deste total, duas são oficiais e 94 atuam como praças. Um total de 212 mulheres foram promovidas dentro da Corporação durante a gestão do governador Antonio Denarium.

Centenas delas passaram por cursos de qualificações que formaram e aperfeiçoaram a ação de 678 policiais militares, entre mulheres e homens. Dentro deste total, está presente os 389 aprovados que fizeram concurso para soldados e concluíram o curso de formação da patente.

Atualmente, a PCRR (Polícia Civil de Roraima) possui o efetivo de 211 mulheres ocupando cargos na corporação, sendo 79 agentes carcerárias, 49 agentes de Polícia Civil, 41 escrivãs e 20 delegadas.

Complementando o total presente no efetivo, também compõem a Polícia Civil um total de oito peritas criminais, quatro auxiliares de necropsia, três médicas legistas e duas odontologistas.

Atual titular da DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Jaira Farias de Oliveira, de 43 anos, sonhava em ser policial e delegada desde criança. Por conta disso, fez concurso em todos os Estados possíveis e entrou na PCRR em 2005 após passar em concurso público da instituição.

“Então eu realmente me identifico com o cargo. E sou muito feliz com o que eu faço. Agora o principal desafio, antes, depois e durante é, sem dúvida nenhuma, estar longe da família, porque eu sou de Belém e a minha família mora e é de lá. E eu não tenho familiar nenhum aqui, só os amigos que a gente escolhe para ser a nossa família”, disse.

POLÍCIA PENAL

Já no efetivo da Polícia Penal, que atua dentro das unidades do Sistema Prisional de Roraima, administrado pela Sejuc (Secretaria de Justiça e Cidadania), um total de 201 mulheres trabalham como policiais penais.

Destes, 100 ingressaram ao quadro de servidores na atual gestão e 101 eram agentes penitenciárias e foram promovidas ao novo cargo.

A categoria, antes conhecida como agentes penitenciários, ganhou a nova nomenclatura em dezembro de 2019, por meio de lei que alterou o nome do cargo. Um ano após a mudança, o Executivo Estadual realizou concurso público para a contratação dos novos policiais penais.

Deste total, 444 candidatos passaram pelo curso de formação oriundo do certame, ocorrido durante dois meses na Apics (Academia de Polícia Integrada Coronel Santiago). Tal fato ampliou o efetivo em 167%, uma vez que o total de policiais penais saltou para 711 servidores.

Corpo de Bombeiros tem efetivo de mais de 80 mulheres

No CBMRR (Corpo de Bombeiros Militares de Roraima), 85 mulheres estão inseridas na corporação. Deste total, 62 são praças e 24 são oficiais, dentre eles, três coronéis que estão na ativa. A promoção de duas delas ocorreu durante o atual mandato governamental.

Na Corporação desde julho de 2004, a 1ª Tenente Monic Soares Silva, de 36 anos, contou que a possibilidade de se qualificar e poder atuar em diversas áreas, superar limites e ajudar as pessoas, somado ao encantamento pelo sistema militar, foi fundamental para escolher ingressar nos Bombeiros.

“A minha Corporação me proporcionou experiências incríveis, que vão desde missões em comunidades indígenas completamente isoladas de convívio social por exemplo, até um emocionante parto realizado a 35 mil pés de altitude, sem os materiais adequados, num voo para outro Estado – cortar o cordão umbilical e pegar aquele bebê nos braços com certeza foi o momento mais marcante da minha carreira.  Sou muito feliz pela minha escolha e pela minha profissão”, disse.

A tenente relembrou que entrou na corporação aos 18 anos e enfrentou, durante a carreira nos Bombeiros, muitas dificuldades ocasionadas pelo machismo.

“Fui subestimada em muitos momentos por ser mulher, por carregar um estereótipo que muitas vezes está associado à fragilidade. Porém, tudo que enfrentei me fortaleceu, e me tornou a profissional que sou hoje.  Temos que estar preparadas fisicamente, intelectualmente e emocionalmente para lidar com tudo isso.  Hoje me sinto muito mais forte”, enfatizou a oficial.