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Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR), por meio do Grupo de Atuação
Especial de Vítimas, Minorias e Direitos Humanos (GAEVI-MDH), se
reuniu com a delegada, Miriam Di Manso, diretora do Departamento de Homicídios
e Proteção à Pessoa e responsável pelo Núcleo de Investigações de Pessoas
Desaparecidas.
O encontro teve a participação dos Promotores de Justiça, André Paulo dos
Santos Pereira, Joaquim Eduardo dos Santos e Lucimara Campaner.
O objetivo foi ampliar o diálogo e a cooperação entre as instituições para
aumentar a eficiência ao trabalho de localização e identificação de pessoas
desaparecidas em Roraima. De acordo com a Polícia Civil, entre os anos de 2020
e 2024, foram registrados 1919 casos de desaparecidos no estado. No mesmo
período, já foram localizadas 980 pessoas. Hoje, 904 casos continuam em aberto.
A localização geográfica, com fronteiras internacionais, a crise humanitária na
Venezuela, gerando um grande fluxo de pessoas migrantes, e a atividade do
garimpo ilegal, são fatores que tornam Roraima um estado com peculiaridades
relacionadas ao desaparecimento de pessoas. Para o coordenador do GAEVI-MDH,
André Pereira, os números são consideráveis e a situação exige esforços
conjuntos para o enfrentamento do problema. “Por isso, o Ministério Público se
reuniu com a Polícia Civil para discutir os fluxos de trabalho e as
possibilidades de alinhamento de atividades e cooperação mútua, com o objetivo
de dar respostas à sociedade”, destacou o coordenador.
Segundo a delegada, a Polícia Civil tem várias ações voltadas para a questão
dos desaparecidos em razão dos últimos acontecimentos, como a descoberta de um
cemitério clandestino na capital. “É uma situação bastante sensível, a Polícia
Civil tem esse compromisso com a sociedade em dar uma resposta em relação a
cada informação que chega sobre alguém que desapareceu. O Ministério Público é
uma instituição de muito peso, respeitada e em todos os lugares que chega tem
muito acesso. Essa relação é muito válida no sentido de nos apoiar nas ações que
estão em andamento”, disse Miriam Di Manso.
Fonte: MPE/RR