O HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens
de Souza Bento) reforça a importância do diagnóstico e tratamento precoce da
disfagia, condição que afeta a deglutição e pode trazer sérios riscos à saúde,
como desnutrição, desidratação e pneumonias recorrentes.
Segundo a coordenadora do setor,
Emanoela Gomes, o tratamento adequado pode reduzir riscos e melhorar a
qualidade de vida dos pacientes.
“A disfagia é a dificuldade para
deglutir alimentos líquidos, pastosos, sólidos ou até mesmo a saliva, nos casos
mais graves. Alguns pacientes com sequelas neurológicas apresentam maior
predisposição para desenvolver a disfagia”, afirmou a especialista.
Entre as principais causas estão
sequelas de doenças neurológicas, tumores, traumas e complicações decorrentes
de intubação prolongada ou do uso de sondas de alimentação. Os sintomas mais
comuns incluem tosse ou engasgos durante as refeições, sensação de alimento
preso na garganta, dor ao engolir e perda de peso.
O serviço de fonoaudiologia do HGR atua
há mais de 15 anos, realizando cerca de 70 a 90 atendimentos mensais,
totalizando aproximadamente 1.800 procedimentos anualmente.
Atualmente, o HGR conta com uma equipe
de 10 profissionais fonoaudiólogos, que atendem pacientes nas UTIs (Unidades de
Terapia Intensiva) e nas enfermarias do hospital. São acompanhadas pessoas que
passaram por intubação, traqueostomia ou que necessitam de sonda alimentar,
sendo submetidas a uma avaliação inicial para identificar a presença de
disfagia. Caso a condição seja diagnosticada, é iniciado o acompanhamento
terapêutico diário, conforme a necessidade de cada paciente.
“Existem vários recursos de tratamento
disponíveis. O profissional avalia qual a melhor conduta para direcionar a
terapia de cada paciente, para que ele possa retomar a alimentação via oral de
forma segura, evitando episódios de pneumonia, broncoaspiração e outros
problemas que podem prejudicar a saúde de forma geral”, explicou.
Fonte: Secom